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A importancia do afeto para saude mental

 

 

Em diferentes contextos da vida cotidiana, o afeto aparece como uma necessidade recorrente, atravessando relações familiares, amorosas e sociais de maneira profunda e, muitas vezes, silenciosa.

Do ponto de vista psicológico, essa busca não é aleatória. O afeto está diretamente relacionado à forma como os indivíduos constroem vínculos e organizam sua vida emocional. Para John Bowlby (2002), os laços afetivos desempenham uma função essencial na regulação emocional e na sensação de segurança, especialmente a partir das primeiras experiências de vida. 

Esses vínculos iniciais tendem a influenciar padrões relacionais ao longo da vida, podendo se manifestar em diferentes formas de apego na vida adulta (BOWLBY, 2004).

Na mesma direção, Erich Fromm (2000) compreende o amor como uma prática que envolve cuidado, responsabilidade e conhecimento do outro, indo além de uma simples necessidade emocional. Para o autor, o afeto não é apenas algo que se recebe, mas também algo que se constrói, exigindo desenvolvimento psíquico e capacidade de se relacionar.

Já na psicanálise, Sigmund Freud (2010) aponta que os vínculos afetivos estão ligados a processos inconscientes, incluindo desejos, identificações e experiências passadas. 

Nesse sentido, o modo como cada pessoa se relaciona com o afeto pode estar associado à sua história subjetiva, influenciando escolhas, expectativas e formas de sofrimento.

Estudos mais recentes também indicam que, em alguns casos, a busca por afeto pode assumir características intensas e repetitivas, associadas a dificuldades emocionais e relacionais. Segundo SOPHIA, TAVARES e ZILBERMAN (2007), o chamado amor patológico envolve um padrão de comportamento marcado por dependência emocional, preocupação excessiva com o parceiro e manutenção de relações mesmo diante de prejuízos significativos.

No cotidiano, o afeto pode contribuir para a sensação de pertencimento, para o fortalecimento da autoestima e para a forma como as pessoas lidam com situações de estresse. No entanto, sua ausência não implica, necessariamente, um quadro de adoecimento. 

Embora o afeto seja um elemento importante para a saúde mental, ele não é o único fator determinante. Indivíduos que não vivenciam relações afetivas intensas também podem desenvolver formas de vida emocionalmente estáveis, a partir de recursos como autonomia, elaboração psíquica e construção de sentido em outras áreas da vida.

 
 

 
 

Referências confiáveis (ABNT)

Psicanálise e bases do amor (clássicos):

FREUD, Sigmund. Sobre o narcisismo: uma introdução. In: ______. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 2010.

FREUD, Sigmund. Luto e melancolia. In: ______. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 2010.

FROMM, Erich. A arte de amar. São Paulo: Martins Fontes, 2000.


Teoria do apego (fundamental para dependência emocional):

BOWLBY, John. Apego e perda: apego. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

BOWLBY, John. Apego e perda: separação: ansiedade e raiva. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

HAZAN, Cindy; SHAVER, Phillip R. Romantic love conceptualized as an attachment process. Journal of Personality and Social Psychology, v. 52, n. 3, p. 511–524, 1987.


Amor patológico (base científica – Brasil, USP):

SOPHIA, Eglacy Cristina; TAVARES, Hermano; ZILBERMAN, Monica L. Amor patológico: um novo transtorno psiquiátrico? Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 29, n. 1, p. 55–62, 2007.

SOPHIA, Eglacy Cristina. Amor patológico: aspectos clínicos e de personalidade. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2008.

BERTI, Marina Perito et al. Validação de escalas para avaliação do amor patológico. Revista de Psiquiatria Clínica, São Paulo, v. 38, n. 4, 2011.


Autores clínicos contemporâneos (mais aplicados):

RISO, Walter. Amar ou depender? São Paulo: L&PM, 2010.

YOUNG, Jeffrey E.; KLOSKO, Janet S.; WEISHAAR, Marjorie E. Terapia do esquema: guia de técnicas cognitivo-comportamentais. Porto Alegre: Artmed, 2008.

BECK, Aaron T.; DAVIS, Denise D.; FREEMAN, Arthur. Terapia cognitiva dos transtornos de personalidade. Porto Alegre: Artmed, 2005.

 

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Psicóloga SP Maristela Vallim Botari

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Sobre a Psicóloga

Maristela Vallim Botari é psicóloga em sp com mais de 12 anos de experiência em psicoterapia, atuando com a abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental Acolhimento Humanizado, respeitando a singularidade de cada pessoa, afinal todos somos seres em construção, que mudam a todo instante.