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O que é Amor próprio?

Amor-Próprio: 

O que é Amor próprio?   Todos nós já ouvimos falar que temos que ter amor-próprio, que devemos nos amar mais, etc. São frases que sempre surgem, especialmente das pessoas que nos querem bem e querem o melhor para nós.

Todos nós já ouvimos falar que temos que ter amor-próprio, que devemos nos amar mais, etc. São frases que sempre surgem, especialmente das pessoas que nos querem bem e querem o melhor para nós. 

Mas há um detalhe: poucas pessoas entendem o amor-próprio na verdadeira acepção do termo. Este artigo tem como finalidade fazer uma leitura aproximada sobre o tema, como sempre, sem esgotar o assunto, que é amplo.

Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP Maristela Vallim BotariCRP-SP 06-121677
Este material possui caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológica

 

O que o Amor-Próprio NÃO É

VAMOS COMEÇAR PELO MAIS FACIL: 

Amor próprio não é vaidade, narcisismo, egoísmo, arrogância, ou outras atitudes menos nobres.

Uma das maiores contribuições de Fromm (2022) é a diferenciação entre o egoísta e aquele que possui amor-próprio. Ele argumenta que o egoísta, na verdade, não se ama.

"O egoísmo e o amor-próprio, longe de serem idênticos, são na verdade opostos. O indivíduo egoísta não se ama demais, mas de menos; na verdade, ele se odeia." (Fromm, p. 82, 2022)

Para Fromm, o egoísmo é uma tentativa fracassada de compensar a falta de cuidado com o próprio "eu" real.

 

O que é Amor próprio? 

Quem responde é Erich Fromm, Nosso grande e respeitável teórico.

"O amor a si mesmo está inseparavelmente ligado ao amor a qualquer outro ser. A afirmação da própria vida, felicidade, crescimento e liberdade tem suas raízes na própria capacidade de amar." — Erich Fromm, A Arte de Amar (1956). 

Segundo o autor, quando alguém desenvolve esse tipo de postura interna, passa a construir uma relação mais equilibrada consigo mesmo. 

As qualidades podem ser percebidas sem necessidade de exagero ou idealização, enquanto as limitações deixam de ser vistas apenas como falhas ou defeitos absolutos. 

Em vez disso, passam a ser entendidas como aspectos naturais do desenvolvimento pessoal, que podem ser trabalhados, compreendidos ou simplesmente aceitos como parte da singularidade de cada indivíduo.

Trata-se, antes, de construir uma relação interna marcada por respeito, consciência e aceitação da própria complexidade humana, reconhecendo que cada indivíduo possui características, limites e potencialidades que fazem parte de sua trajetória pessoal. 

A autovalorização 

Sendo assim, valorizar a si mesmo implica reconhecer tanto as qualidades quanto as limitações, compreendendo que ambas fazem parte da experiência humana. 

Isto se relaciona com a ampliação da capacidade de autoconhecimento

Quanto mais a pessoa reflete sobre suas emoções, comportamentos, valores e necessidades, maior tende a ser sua compreensão sobre quem ela é e sobre como reage diante das situações da vida. 

Os desafios do amor próprio  

A busca pelo amor-próprio pode ser desafiadora em um cenário de constantes comparações.

A Singularidade e a Justiça no Amor-Próprio

A busca pelo amor-próprio pode ser desafiadora em um cenário de constantes comparações. Mas vamos ser francos: se somos singulares, qual o sentido da comparação

Se temos experiências, atitudes e histórias diferentes, você concorda que todas as comparações são injustas? 

E ser injusto faz parte do amor-próprio? 

Não seria melhor tentarmos ser justos com os outros e conosco, colocando nossa história, nossas conquistas e nossos fracassos em uma perspectiva da nossa história e do contexto em que elas foram vividas?

Pense nisso. Reflita, reflita! 


Para desenvolver o Amor próprio?

Além disso, reconhecer qualidades e limitações de forma integral permite uma relação menos rígida com a própria identidade.

Primeiro, reconhecer qualidades e limitações de forma integral permite uma relação menos rígida com a própria identidade. Depois disso, verifique o que você pode, o que você deve e o que você quer mudar (Posso, devo, quero).

Por exemplo: "Tenho tendência a gastar muito dinheiro".

  • Posso mudar isso? (sim/não)

  • Quero mudar isso? (sim/não)

  • Devo mudar isso? (sim/não)

E, de acordo com as respostas, você pode aprofundar no autoconhecimento.

 Amor proprio e autocritica

Sabe para que serve a autocrítica? Para nada, se você não tiver ferramentas para compreender, contextualizar e conhecer as variáveis que desencadearam respostas, os gatilhos emocionais, etc. É muito fácil olhar para nossos defeitos (eu prefiro características menos nobres) e pensar: "ok, devo mudar isso". 
 
Mas sem compreender a origem, nenhuma mudança poderá acontecer de fato. É preciso mais que querer; é preciso traçar uma direção de mudança que faça sentido e seguir à risca. E tem mais: nada de comparações com os outros, ok?
 
 Lembre-se de que a sua única métrica justa de crescimento pode ser quem você foi ontem, respeitando sempre o seu contexto e a sua singularidade.


 

 REFERÊNCIAS

FROMM, Erich. A arte de amar. Tradução de Adail Sobral. Rio de Janeiro: HarperCollins, 2022. 

MASLOW, Abraham H. Introdução à psicologia do ser. 2. ed. Rio de Janeiro: Eldorado, 1962.

RISO, Walter. Apaixone-se por si mesmo: o valor imprescindível da autoestima. São Paulo: Planeta, 2012.

 

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Sobre a Psicóloga

Maristela Vallim Botari é psicóloga em sp com mais de 12 anos de experiência em psicoterapia, atuando com a abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental Acolhimento Humanizado, respeitando a singularidade de cada pessoa, afinal todos somos seres em construção, que mudam a todo instante.