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É impossível ser feliz sozinho?

Somos orientados, desde a infância, a buscar o sucesso no trabalho e na vida afetiva, de modo que, a solidão virou um tabu em nossa sociedade. Nossa cultura está repleta de elementos "românticos", induzido os indivíduos a buscar uma parceria afetiva, como sinônimo de felicidade. No cinema e na literatura, são raros os casos em que os protagonistas não têm uma parceria. As músicas, geralmente falam de relacionamentos, ou de sentimentos oriundos de relações fracassadas ou felizes. Poucos ousam questionar estes modelos porque os que optam por não compartilhar suas vidas são duramente criticadas.  Tenho notado o surgimento de uma nova classe de pessoas, que optaram (sim, optaram, escolheram conscientemente) viverem sozinhas. Os neo-solteiros são pessoas lindas, inteligentes, sagazes,  muito bem resolvidas, em todas as áreas da vida. Inclusive sexualmente. Viver sozinho não implica em viver isoladamente , dentro de uma bolha (embora algumas pesso

Pessoas que amam demais

Pessoas que amam demais Dizem os poetas que o amor é algo sublime, difícil de ser explicado. A neurociência afirma que é um conjunto de manifestações químicas que provoca bem estar no organismo, favorecendo a saúde física e o bem estar emocional. Freud diria que é pulsão de vida, ou seja é a canalização da libido em um objeto. Mas para algumas pessoas é fonte incessante de sofrimento e angústia. O que há de errado? A priori, não há nada errado em amar, mas sim em amar demais! O que é amar demais? É se entregar a uma relação afetiva, onde a outra parte não corresponde na mesma proporção, as vezes fazendo exigências abusivas, levando ao desgaste e ao adoecimento. As pessoas que amam demais são aquelas que não medem esforços para agradar seu parceiro afetivo, vivendo as vezes em regime de "escravidão afetiva", vivenciando relações de dependência em relação ao seu parceiro afetivo. Algumas pessoas não percebem que estão vivenciando uma relação de

08 fatores que dificultam um relacionamento

A amplitude do tema permite muitas interpretações. Para conceituarmos a dificuldade é necessário esclarecer  como os relacionamentos se desenvolvem. Na definição de Turner e Richardf (2013), os relacionamentos passam por fases: Nas fases iniciais ocorrem as trocas de informações básicas, cuja finalidade é promover a busca por interesses afins, ocorrendo certa idealização a respeito do outro.   Na fase seguinte ocorre a reciprocidade de auto-revelação, quando os indivíduos se colocam de forma mais íntima, buscando estreitar o vínculo.  É nesta fase que alguns relacionamentos tendem a desmoronar, pois a intimidade realista que o outro mostrou pode não corresponder à idealização oriunda da primeira fase e isto pode levar ao desentendimento. Desnecessário alertar para os perigos da idealização excessiva, que responde pelo aumento das expectativas com relação ao outro, por isso é importante ser bastante realista no momento de estabelecer relações, a fim de conhecer quais

Quando a paixão começa - sintomas da paixão

As vezes, basta um olhar, uma troca de palavras, um toque, um gesto... e os "corações" pegam fogo. A palavra "coração" foi colocada entre aspas propositalmente, pois a paixão não começa no coração, e sim, no cérebro, pois os sintomas clássicos da paixão (taquicardia, respiração curta, dilatação da pupila, etc) são resultantes de combinações químicas que ocorrem em algumas regiões do cérebro. Quando um "certo alguém" cruza teu caminho,  os centros da recompensa do cérebro intensificam a produção de dopamina, substância responsável pelo bem estar emocional, favorecendo os comportamentos de aproximação. Nesta fase é comum que as pessoas façam mudanças sutis ou radicais na aparência, mudem alguns hábitos ou mesmo que fiquem mais distraídas.  O efeito da dopamina no cérebro é o mesmo da cocaína: provoca bem estar e quando não está disponível, provoca crise de abstinência, por isso que o contato com a pessoa amada produz sensação de bem estar.   A pro

Discutir a relação é útil?

" A linguagem é fonte de mal-entendidos" (Saint-Exupèry) Alguns relacionamentos afetivos começam quando os pares encontram pontos de afinidade entre si:  As pessoas se conhecem e tendem a se analisar mutuamente, a fim de observar os pontos que existem em comum, para que possam estabelecer conexões. E geralmente encontram muitos conectores: as ideias são parecidas, os gostos, o padrão de vida, etc. Mas por algum motivo, o relacionamento (que começou bem promissor) começa a sofrer alguns arranhões, que podem se tornar feridas, úlceras, metástases e ir a óbito. Um destes motivos é a falta de comunicação assertiva: a maioria das pessoas tem dificuldade em expressar sentimentos, emoções e aborrecimentos, e deixam acumular muitas queixas. Mas quando resolver falar, soltam tudo aquilo que ficou reprimido. As discussões entre casais raramente são produtivas, ao contrário, tendem a destruir a comunicação e o respeito, pois no calor do momento, muitas acusaçõ

Por que alguns encontros românticos não vingam

Para alguns, o primeiro encontro com um possível parceiro afetivo é um momento de grandes expectativas. É comum que os indivíduos se preparem para este momento, cuidando da aparência, a fim de agradar o outro. Em alguns casos, o primeiro encontro é maravilhoso: o  (a) parceiro (a) supera as expectativas em vários sentidos e o relacionamento parece ser promissor. Quando isto ocorre, é natural que haja um aumento da libido, canalizada para o  (a) parceiro (a). Se o desejo sexual for intenso, o primeiro encontro se estende até um local adequado para um relacionamento mais íntimo. Em outros casos, os pares conseguem segurar até o terceiro ou quarto encontro. Imaginemos que a relação sexual tenha superado as expectativas, é esperado que a relação evolua, saindo da categoria de "ficada" para um eventual namoro.  No dia seguinte, alguém espera um contato, nem que seja um "sinal de fumaça". As horas passam, a noite chega, outro dia vem....e nenhum contato é

Como lidar com a rejeição.

O QUE FAZER SE " Ele não está tão a fim de você " COMO LIDAR COM A REJEIÇÃO Nem sempre a perda de interesse afetivo em alguém é sinalizada de forma inequívoca, diferente da forma como agem as pessoas apaixonadas.  As vezes, o desinteressado emite alguns comportamentos ambíguos que tendem confundir a outra parte, gerando falsas esperanças. Dentre eles podemos elencar: 1) Comportamento de fuga/esquiva; Não atender as ligações; mudar de calçada, pegar outro elevador, mudar o local e horário do cafezinho para não encontrar aquele que está rejeitando. 2) Passa a te tratar (na melhor das hipóteses) como um amigo (ou uma amiga), com alguma cordialidade, mas sem o afeto de antes; Quando for impossível se esquivar de alguém, a cordialidade pode servir para sinalizar ao outro que o status da relação está mudando, indicando que, embora não haja mais interesse afetivo, outras formas de relacionamento ainda são possíveis. 3) Deixa a intimidade afrouxar, ou sej

Devemos nos importar com o que pensam a nosso respeito?

Devemos nos importar com o que pensam a nosso respeito?  Faz parte da nossa condição a aquisição de repertórios comportamentais singulares, ou seja, cada um de nós adquire, ao longo do ciclo vital, desejos, necessidades, vontades, sentimentos e pensamentos próprios, que são modelados de acordo com as demandas do cotidiano. É a partir da aquisição deste conjunto de pensamentos e comportamentos, que nos instrumentalizamos para enfrentar as vicissitudes da vida, bem como vivenciar os bons momentos. Porém, alguns indivíduos sofrem rejeição por pensar e/ou agir diferente das pessoas com quem convivem. Infelizmente, nem todos conseguem ser aceitos por sua singularidade. Quando alguém se comporta diferente do esperado para seu meio social (e isso inclui família, colegas de trabalho ou escola, correligionários e parceiros afetivos) tende a ser rejeitado, ou rotulado como "do contra". Dificilmente contam com a compreensão da maioria, o que pode levar a um sentime

A dificuldade de relacionamento

Por que algumas pessoas apresentam mais dificuldade em se relacionar que as outras? Aquilo que para alguns é tão natural, para outras é um pesadelo. O tema não é fácil e abre diversas possibilidades de entendimento. A proposta aqui não é esgotar o assunto, mas ao contrário, buscar novas formas de entendimento. Alguns indivíduos preferem abster-se do convívio social, isolando-se ou buscando apenas relacionamento na internet, onde não precisam se expor com totalidade, podendo "deletar os indesejáveis" quando bem entender. A dificuldade de relacionamento pode ser entendida de várias formas: Dificuldades específicas: Contextuais=> na hora de namorar, paquerar, falar em público; Operacionais => dificuldades em se relacionar somente no ambiente de trabalho, escolar ou religioso; Familiares => dificuldades em manter relações de qualidade somente no âmbito familiar Gerais => surgem em vários contextos ao mesmo tempo. Aspectos sócio-históricos => variáveis só

Quando Procurar Terapia?

Quando Procurar Terapia? (pode copiar este texto, mas lembre-se de citar a fonte ok) Quando procurar terapia? Não deixe para buscar terapia quando a situação estiver no auge. Se você em tendência à desenvolver  ansiedade generalizada . Procure um Psicólogo, de preferência, quando você estiver em equilíbrio.   Quando  procurar terapia? Quando sentir que precisa de um empurrãozinho emocional, ou seja, quando não estiver conseguindo lidar sozinho (a) com algumas coisas.    Existem fases da vida que realmente é muito difícil atravessar sozinho (a). E nestas fases, parece que os amigos somem, o trabalho fica mais difícil e a solidão bate forte.   Além disso, nossas forças físicas parecem diminuir, o pensamento fica disfuncional e os sentimentos tendem a ficar cada vez mais confusos. Geralmente as pessoas procuram terapia quando: Apresentam problemas de relacionamento Crenças de desamparo ou   desamor; D ificuldade em superar um término de relacionamento ; Dificuldade em aceit

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Pessoas que amam demais Dizem os poetas que o amor é algo sublime, difícil de ser explicado. A neurociência afirma que é um conjunto de manifestações químicas que provoca bem estar no organismo, favorecendo a saúde física e o bem estar emocional. Freud diria que é pulsão de vida, ou seja é a canalização da libido em um objeto. Mas para algumas pessoas é fonte incessante de sofrimento e angústia. O que há de errado? A priori, não há nada errado em amar, mas sim em amar demais! O que é amar demais? É se entregar a uma relação afetiva, onde a outra parte não corresponde na mesma proporção, as vezes fazendo exigências abusivas, levando ao desgaste e ao adoecimento. As pessoas que amam demais são aquelas que não medem esforços para agradar seu parceiro afetivo, vivendo as vezes em regime de "escravidão afetiva", vivenciando relações de dependência em relação ao seu parceiro afetivo. Algumas pessoas não percebem que estão vivenciando uma relação de

A dificuldade de relacionamento

Por que algumas pessoas apresentam mais dificuldade em se relacionar que as outras? Aquilo que para alguns é tão natural, para outras é um pesadelo. O tema não é fácil e abre diversas possibilidades de entendimento. A proposta aqui não é esgotar o assunto, mas ao contrário, buscar novas formas de entendimento. Alguns indivíduos preferem abster-se do convívio social, isolando-se ou buscando apenas relacionamento na internet, onde não precisam se expor com totalidade, podendo "deletar os indesejáveis" quando bem entender. A dificuldade de relacionamento pode ser entendida de várias formas: Dificuldades específicas: Contextuais=> na hora de namorar, paquerar, falar em público; Operacionais => dificuldades em se relacionar somente no ambiente de trabalho, escolar ou religioso; Familiares => dificuldades em manter relações de qualidade somente no âmbito familiar Gerais => surgem em vários contextos ao mesmo tempo. Aspectos sócio-históricos => variáveis só

Quando a paixão começa - sintomas da paixão

As vezes, basta um olhar, uma troca de palavras, um toque, um gesto... e os "corações" pegam fogo. A palavra "coração" foi colocada entre aspas propositalmente, pois a paixão não começa no coração, e sim, no cérebro, pois os sintomas clássicos da paixão (taquicardia, respiração curta, dilatação da pupila, etc) são resultantes de combinações químicas que ocorrem em algumas regiões do cérebro. Quando um "certo alguém" cruza teu caminho,  os centros da recompensa do cérebro intensificam a produção de dopamina, substância responsável pelo bem estar emocional, favorecendo os comportamentos de aproximação. Nesta fase é comum que as pessoas façam mudanças sutis ou radicais na aparência, mudem alguns hábitos ou mesmo que fiquem mais distraídas.  O efeito da dopamina no cérebro é o mesmo da cocaína: provoca bem estar e quando não está disponível, provoca crise de abstinência, por isso que o contato com a pessoa amada produz sensação de bem estar.   A pro

Como lidar com a rejeição.

O QUE FAZER SE " Ele não está tão a fim de você " COMO LIDAR COM A REJEIÇÃO Nem sempre a perda de interesse afetivo em alguém é sinalizada de forma inequívoca, diferente da forma como agem as pessoas apaixonadas.  As vezes, o desinteressado emite alguns comportamentos ambíguos que tendem confundir a outra parte, gerando falsas esperanças. Dentre eles podemos elencar: 1) Comportamento de fuga/esquiva; Não atender as ligações; mudar de calçada, pegar outro elevador, mudar o local e horário do cafezinho para não encontrar aquele que está rejeitando. 2) Passa a te tratar (na melhor das hipóteses) como um amigo (ou uma amiga), com alguma cordialidade, mas sem o afeto de antes; Quando for impossível se esquivar de alguém, a cordialidade pode servir para sinalizar ao outro que o status da relação está mudando, indicando que, embora não haja mais interesse afetivo, outras formas de relacionamento ainda são possíveis. 3) Deixa a intimidade afrouxar, ou sej

08 fatores que dificultam um relacionamento

A amplitude do tema permite muitas interpretações. Para conceituarmos a dificuldade é necessário esclarecer  como os relacionamentos se desenvolvem. Na definição de Turner e Richardf (2013), os relacionamentos passam por fases: Nas fases iniciais ocorrem as trocas de informações básicas, cuja finalidade é promover a busca por interesses afins, ocorrendo certa idealização a respeito do outro.   Na fase seguinte ocorre a reciprocidade de auto-revelação, quando os indivíduos se colocam de forma mais íntima, buscando estreitar o vínculo.  É nesta fase que alguns relacionamentos tendem a desmoronar, pois a intimidade realista que o outro mostrou pode não corresponder à idealização oriunda da primeira fase e isto pode levar ao desentendimento. Desnecessário alertar para os perigos da idealização excessiva, que responde pelo aumento das expectativas com relação ao outro, por isso é importante ser bastante realista no momento de estabelecer relações, a fim de conhecer quais

Você sabe dar e receber amor?

Você sabe dar e receber amor? Poucos responderão SIM a esta pergunta.  Uma relação afetiva (de qualquer natureza) é construída com base na troca de alguns sentimentos\comportamentos\atitudes  (capital afetivo). Para que possamos viver uma relação equilibrada é preciso que apliquemos nosso capital afetivo na relação e recebamos o mesmo tanto.  Imagine que o capital afetivo fosse composto por moedas: 💖O respeito,  💖a admiração,  💖a confiança, 💖a empatia,  💖o acolhimento, 💖o comprometimento.  Não seria muito justo investir muitas moedas e receber poucas, concorda? Por isso, sempre que entrar em algum relacionamento, tente verificar se você está dando e recebendo o mesmo tanto de capital afetivo, pois o déficit de moedas afetivas faz desequilibrar a balança e levar o relacionamento à falência. Referências Eva Illouz. O Amor nos tempos do capitalismo.  Ed. Zahar. | Psicologa Bradesco| Psicologa Amil| Psicologa NotreDame| P

É impossível ser feliz sozinho?

Somos orientados, desde a infância, a buscar o sucesso no trabalho e na vida afetiva, de modo que, a solidão virou um tabu em nossa sociedade. Nossa cultura está repleta de elementos "românticos", induzido os indivíduos a buscar uma parceria afetiva, como sinônimo de felicidade. No cinema e na literatura, são raros os casos em que os protagonistas não têm uma parceria. As músicas, geralmente falam de relacionamentos, ou de sentimentos oriundos de relações fracassadas ou felizes. Poucos ousam questionar estes modelos porque os que optam por não compartilhar suas vidas são duramente criticadas.  Tenho notado o surgimento de uma nova classe de pessoas, que optaram (sim, optaram, escolheram conscientemente) viverem sozinhas. Os neo-solteiros são pessoas lindas, inteligentes, sagazes,  muito bem resolvidas, em todas as áreas da vida. Inclusive sexualmente. Viver sozinho não implica em viver isoladamente , dentro de uma bolha (embora algumas pesso

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" A linguagem é fonte de mal-entendidos" (Saint-Exupèry) Alguns relacionamentos afetivos começam quando os pares encontram pontos de afinidade entre si:  As pessoas se conhecem e tendem a se analisar mutuamente, a fim de observar os pontos que existem em comum, para que possam estabelecer conexões. E geralmente encontram muitos conectores: as ideias são parecidas, os gostos, o padrão de vida, etc. Mas por algum motivo, o relacionamento (que começou bem promissor) começa a sofrer alguns arranhões, que podem se tornar feridas, úlceras, metástases e ir a óbito. Um destes motivos é a falta de comunicação assertiva: a maioria das pessoas tem dificuldade em expressar sentimentos, emoções e aborrecimentos, e deixam acumular muitas queixas. Mas quando resolver falar, soltam tudo aquilo que ficou reprimido. As discussões entre casais raramente são produtivas, ao contrário, tendem a destruir a comunicação e o respeito, pois no calor do momento, muitas acusaçõ

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Para alguns, o primeiro encontro com um possível parceiro afetivo é um momento de grandes expectativas. É comum que os indivíduos se preparem para este momento, cuidando da aparência, a fim de agradar o outro. Em alguns casos, o primeiro encontro é maravilhoso: o  (a) parceiro (a) supera as expectativas em vários sentidos e o relacionamento parece ser promissor. Quando isto ocorre, é natural que haja um aumento da libido, canalizada para o  (a) parceiro (a). Se o desejo sexual for intenso, o primeiro encontro se estende até um local adequado para um relacionamento mais íntimo. Em outros casos, os pares conseguem segurar até o terceiro ou quarto encontro. Imaginemos que a relação sexual tenha superado as expectativas, é esperado que a relação evolua, saindo da categoria de "ficada" para um eventual namoro.  No dia seguinte, alguém espera um contato, nem que seja um "sinal de fumaça". As horas passam, a noite chega, outro dia vem....e nenhum contato é

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