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Mecanismo de defesa: O negacionismo

Mecanismo de defesa: O negacionismo

Negar os fatos não faz com que eles deixem de existir nem altera a realidade.

As coisas continuam sendo o que são, independentemente de você querer ou não enxergá-las. Manter os olhos fechados para a realidade não muda o que aconteceu ou o que está acontecendo.

O que realmente pode mudar é apenas a forma como cada pessoa interpreta esses fatos.

Mecanismo de defesa: O negacionismo

A Negação e o Negacionismo sob a Perspectiva Psicanalítica

Negar os fatos não os anula, nem os altera. A realidade subsiste independentemente da disposição do indivíduo em confrontá-la. O que se altera, estritamente, é a interpretação subjetiva desses fatos.

A negação não se restringe à esfera da saúde individual; manifesta-se igualmente em contextos sociais e políticos, configurando o negacionismo. Este fenômeno caracteriza-se pela recusa em aceitar evidências científicas e fatos comprovados, frequentemente motivada por desinformação, dogmas pessoais ou interesses ideológicos.

A trajetória de S. exemplifica a relevância de se identificar a negação na experiência subjetiva. É possível que o reconhecimento desses mecanismos permita a busca por auxílio especializado para o manejo dessas defesas. Paralelamente, o esforço em direção à verdade e à evidência científica apresenta-se como um caminho para a tomada de decisões fundamentadas em sociedade.

Mecanismo de Defesa: A Negação

Na teoria freudiana, a negação (Verneinung) é compreendida como um mecanismo de defesa psíquico. Este processo possibilita que o sujeito recuse a realidade de uma situação excessivamente dolorosa ou ameaçadora para o ego. Trata-se de uma proteção psicológica que visa preservar, temporariamente, a integridade mental e emocional.

A manifestação da negação pode ocorrer em diversos níveis da vida cotidiana, desde o esquecimento de eventos triviais até a recusa em admitir diagnósticos de saúde graves. Freud observou que a utilização persistente desse mecanismo pode estar presente em quadros de ansiedade e depressão.

Contudo, a negação excessiva possui o potencial de se desdobrar em negacionismo. Enquanto a negação é um processo defensivo individual, o negacionismo assume uma dimensão social e sistêmica, marcada pela rejeição irracional de consensos científicos em prol de estruturas ideológicas.

A Psicologia Clínica e a Psicanálise oferecem suporte para que o indivíduo possa elaborar essas defesas, promovendo uma adaptação mais consciente e saudável à realidade. O processo terapêutico possibilita o enfrentamento construtivo do que antes era negado.


Referências Bibliográficas

FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos. Tradução de Walderedo Ismael de Oliveira. Rio de Janeiro: Imago, 2001. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v. 4 e 5).

FREUD, Sigmund. A negativa. Tradução de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1996. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v. 19).


Escrito por: Psicóloga Sp - Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677

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Sobre a Psicóloga

Maristela Vallim Botari é psicóloga em sp com mais de 12 anos de experiência em psicoterapia, atuando com a abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental Acolhimento Humanizado, respeitando a singularidade de cada pessoa, afinal todos somos seres em construção, que mudam a todo instante.