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Quando a terapia de casal Não é indicada

Quando a terapia de casal pode não ser a solução

 

Nem toda crise conjugal deve começar pela terapia de casal. Existem situações em que o cuidado individual é prioritário e mais seguro, especialmente quando um dos parceiros estão atravessando conflitos pessoais intensos, sofrimento emocional significativo ou dificuldades que antecedem a própria dinâmica da relação.

A terapia de casal é frequentemente associada ao fortalecimento do diálogo e à busca por maior compreensão entre os parceiros. 

No entanto, nem todos os conflitos conjugais têm origem apenas na relação em si. Em alguns casos, questões individuais — como história pessoal, experiências emocionais não elaboradas, padrões de funcionamento psicológico ou momentos de crise existencial — podem ter um peso significativo no modo como o vínculo é vivido.

 

A literatura em terapia de casal e família indica que, em situações de assimetria relacional, ausência de engajamento de um dos parceiros ou predominância de questões individuais, o atendimento individual pode ser mais indicado em um primeiro momento (MINUCHIN, 1982; BECK, 2013; JOHNSON, 2009; GOTTMAN; SILVER, 2015).

Quando esses aspectos estão muito intensos, o Terapia individual pode oferecer melhores condições para que cada pessoa compreenda seus próprios sentimentos, limites e expectativas antes de tentar reorganizar o funcionamento do casal.

Outro ponto importante envolve situações marcadas por desequilíbrios significativos na relação, como dinâmicas de controle, manipulação ou sofrimento emocional recorrente. Nesses cenários, iniciar diretamente a terapia de casal pode não ser o caminho mais adequado, especialmente se um dos parceiros não se sente seguro para se expressar livremente.

Também existem momentos em que apenas um dos parceiros está motivado a refletir sobre a relação, enquanto o outro não reconhece dificuldades ou não demonstra interesse em participar do processo. Nessas circunstâncias, o acompanhamento individual pode se tornar um espaço inicial de elaboração e compreensão.


Nesses casos, o atendimento individual costuma ser o primeiro passo clínico adequado

Referências (ABNT)

BECK, Aaron T. Terapia cognitiva dos transtornos emocionais. Porto Alegre: Artmed, 2013.

BOWLBY, John. Apego e perda: apego. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

GOTTMAN, John M.; SILVER, Nan. Os sete princípios para o casamento dar certo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.

JOHNSON, Susan M. A prática da terapia focada nas emoções: criando conexões. Porto Alegre: Artmed, 2009.

MINUCHIN, Salvador. Famílias: funcionamento e tratamento. Porto Alegre: Artmed, 1982.

SATIR, Virginia. Conjoint family therapy. Palo Alto: Science and Behavior Books, 1983.

DATILIO, Frank M.; PADESKY, Christine A. Terapia cognitiva com casais e famílias. Porto Alegre: Artmed, 1995.

HALEY, Jay. Terapia não convencional: as técnicas psiquiátricas de Milton H. Erickson. São Paulo: Cultrix, 1980.

Veja também: análise complementar sobre terapia de casal.

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Psicóloga SP Maristela Vallim Botari

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Sobre a Psicóloga

Maristela Vallim Botari é psicóloga em sp com mais de 12 anos de experiência em psicoterapia, atuando com a abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental Acolhimento Humanizado, respeitando a singularidade de cada pessoa, afinal todos somos seres em construção, que mudam a todo instante.