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Não tenho vontade de fazer nada: isso pode ser depressão?

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Depressão: o que é e como tratar.

Abordagem Multidisciplinar no Tratamento da Depressão 

 

Depressão muitas vezes é confundida com desânimo e, infelizmente, em muitos casos, a proposta de tratamento é superficial. Essa informação reducionista, em muitos casos, leva as pessoas a banalizarem os sintomas e não procurarem o tratamento adequado. Este artigo tem duas finalidades: pedir que as pessoas se aprofundem mais em informações sobre a depressão e esclarecer o que ela é e como tratá-la. 
 
 


O tratamento da depressão requer uma estruturação técnica que pode envolver a atuação conjunta de psiquiatras e psicólogos. É viável classificar a patologia em três níveis de gravidade: leve, moderada e grave. A intervenção medicamentosa, quando indicada pelo psiquiatra, atua na regulação neuroquímica, enquanto o acompanhamento com uma Psicóloga auxilia na identificação das variáveis ambientais e cognitivas que mantêm o quadro depressivo.
 

Perspectivas da Terapia

A depressão é descrita na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um transtorno caracterizado por alterações persistentes do humor, perda de interesse em atividades anteriormente prazerosas e redução da energia. 
Esse quadro pode impactar significativamente o funcionamento diário, as relações interpessoais e a percepção de si mesmo. 
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  • A depressão, conforme delineada na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), é identificada principalmente pelo código 6A70 (Transtorno Depressivo de Episódio Único) ou 6A71 (Transtorno Depressivo Recorrente). Diferente de uma tristeza passageira, ela é caracterizada por um conjunto de sintomas que afetam a capacidade funcional do indivíduo.

    Características Clínicas segundo a CID-11

    De acordo com as diretrizes diagnósticas, o quadro clínico baseia-se na presença de sintomas que persistem por, pelo menos, duas semanas.

  • Sintomas Nucleares: Presença de humor depressivo (sentimentos de tristeza, vazio ou desesperança) ou perda acentuada de interesse ou prazer em quase todas as atividades (anedonia).

  • Sintomas Cognitivos e Físicos: Pode haver dificuldades de concentração, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, alterações no sono (insónia ou hipersonia), mudanças no apetite e fadiga acentuada.

  • Impacto Funcional: Os episódios são classificados como leves, moderados ou graves, dependendo do número e da intensidade dos sintomas, bem como do grau de prejuízo no funcionamento pessoal, familiar, social ou ocupacional.

  •  Dentro desse contexto, a busca por suporte especializado pode auxiliar na compreensão dos processos cognitivos e emocionais envolvidos.
  • Mudanças no estilo de vida, como a prática de exercícios e o gerenciamento de estresse, podem ser integradas ao plano terapêutico. 
  • É recomendável que qualquer intervenção, incluindo o uso de medicamentos, seja discutida com profissionais de saúde mental qualificados.


Referências Bibliográficas:

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). (2017). Depressão.
  • American Psychological Association (APA). (2020). Depression.
  • National Alliance on Mental Illness (NAMI). (2020). Depression.
  • World Health Organization (WHO). (2019). Depression: A Global Crisis.
 


Obrigada pela leitura. 

Texto produzido pela:

Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19 andar. 
Entrada pela Padre João Manoel, 37
Bela Vista - 50 m. do Metrô Consolação
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CEP 01311-000



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Psicóloga SP - Maristela Vallim Botari

CRP SP 06-121677 

CRP-SP 06-121677 | Atendimento Humanizado

Meu papel como psicóloga é oferecer acolhimento humanizado e contribuir  com a possibilidade de ampliar a compreensão e elaboração das angústias humanas.
Acredito na importância de uma prática profissional que inclua uma abordagem humanizada na terapia, que valoriza a singularidade de cada indivíduo.
Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida.
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