Não tenho vontade de fazer nada: isso pode ser depressão?
Abordagem Multidisciplinar no Tratamento da Depressão
Depressão
muitas vezes é confundida com desânimo e, infelizmente, em muitos
casos, a proposta de tratamento é superficial. Essa informação
reducionista, em muitos casos, leva as pessoas a banalizarem os sintomas
e não procurarem o tratamento adequado. Este artigo tem duas
finalidades: pedir que as pessoas se aprofundem mais em informações
sobre a depressão e esclarecer o que ela é e como tratá-la.
Psicóloga Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677
fevereiro 04, 2026
O tratamento da depressão requer uma estruturação técnica que pode
envolver a atuação conjunta de psiquiatras e psicólogos. É viável
classificar a patologia em três níveis de gravidade: leve, moderada e grave.
A intervenção medicamentosa, quando indicada pelo psiquiatra, atua na
regulação neuroquímica, enquanto o acompanhamento com uma Psicóloga auxilia na identificação das variáveis ambientais e cognitivas que mantêm o quadro depressivo.
Perspectivas da Terapia
A depressão
é descrita na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um
transtorno caracterizado por alterações persistentes do humor, perda de
interesse em atividades anteriormente prazerosas e redução da energia. Esse quadro pode impactar significativamente o funcionamento diário, as relações interpessoais e a percepção de si mesmo. -
A depressão, conforme delineada na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), é identificada principalmente pelo código 6A70 (Transtorno Depressivo de Episódio Único) ou 6A71
(Transtorno Depressivo Recorrente). Diferente de uma tristeza
passageira, ela é caracterizada por um conjunto de sintomas que afetam a
capacidade funcional do indivíduo.
Características Clínicas segundo a CID-11
De
acordo com as diretrizes diagnósticas, o quadro clínico baseia-se na
presença de sintomas que persistem por, pelo menos, duas semanas.
Sintomas Nucleares:
Presença de humor depressivo (sentimentos de tristeza, vazio ou
desesperança) ou perda acentuada de interesse ou prazer em quase todas
as atividades (anedonia).
Sintomas Cognitivos e Físicos:
Pode haver dificuldades de concentração, sentimentos de inutilidade ou
culpa excessiva, alterações no sono (insónia ou hipersonia), mudanças no
apetite e fadiga acentuada.
Impacto Funcional:
Os episódios são classificados como leves, moderados ou graves,
dependendo do número e da intensidade dos sintomas, bem como do grau de
prejuízo no funcionamento pessoal, familiar, social ou ocupacional.
- Dentro desse contexto, a busca por suporte especializado pode auxiliar
na compreensão dos processos cognitivos e emocionais envolvidos.
- Mudanças no estilo de vida, como a prática de exercícios e o
gerenciamento de estresse, podem ser integradas ao plano terapêutico.
- É recomendável que qualquer intervenção, incluindo o uso de
medicamentos, seja discutida com profissionais de saúde mental qualificados.
Referências Bibliográficas:
- Organização Mundial da Saúde (OMS). (2017). Depressão.
- American Psychological Association (APA). (2020). Depression.
- National Alliance on Mental Illness (NAMI). (2020). Depression.
- World Health Organization (WHO). (2019). Depression: A Global Crisis.
Obrigada pela
leitura.
Texto produzido pela:
Abordagem Multidisciplinar no Tratamento da Depressão
Perspectivas da Terapia
A depressão é descrita na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um transtorno caracterizado por alterações persistentes do humor, perda de interesse em atividades anteriormente prazerosas e redução da energia.A depressão, conforme delineada na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), é identificada principalmente pelo código 6A70 (Transtorno Depressivo de Episódio Único) ou 6A71 (Transtorno Depressivo Recorrente). Diferente de uma tristeza passageira, ela é caracterizada por um conjunto de sintomas que afetam a capacidade funcional do indivíduo.
Características Clínicas segundo a CID-11
De acordo com as diretrizes diagnósticas, o quadro clínico baseia-se na presença de sintomas que persistem por, pelo menos, duas semanas.
Sintomas Nucleares: Presença de humor depressivo (sentimentos de tristeza, vazio ou desesperança) ou perda acentuada de interesse ou prazer em quase todas as atividades (anedonia).
Sintomas Cognitivos e Físicos: Pode haver dificuldades de concentração, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, alterações no sono (insónia ou hipersonia), mudanças no apetite e fadiga acentuada.
Impacto Funcional: Os episódios são classificados como leves, moderados ou graves, dependendo do número e da intensidade dos sintomas, bem como do grau de prejuízo no funcionamento pessoal, familiar, social ou ocupacional.
- Dentro desse contexto, a busca por suporte especializado pode auxiliar
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- Mudanças no estilo de vida, como a prática de exercícios e o gerenciamento de estresse, podem ser integradas ao plano terapêutico.
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Referências Bibliográficas:
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