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O Vazio Existencial - Porque nos sentimos sem rumo?

O Vazio Existencial - Porque nos sentimos sem rumo?
O Vazio Existencial - Porque nos sentimos sem rumo?

 

Se formos analisar, esse tipo de sensação de ausência de sentimentos — popularmente chamada de “vazio” — é mais comum do que parece e pode surgir em diferentes momentos da vida. 

Em muitos casos, esse estado interno ajuda a explicar por que algumas pessoas têm tanta dificuldade em parar, desacelerar ou simplesmente ficar sozinhas

O silêncio e a pausa, quando aparecem, acabam trazendo à tona esse “nada” que, para alguns, pode ser desconfortável, confuso ou até assustador. 

Assim, manter-se constantemente ocupado pode funcionar como uma forma de evitar o contato com esse espaço interno.  

Por que me sinto vazio mesmo tendo tudo?

Sentir um vazio interno, mesmo quando a vida parece estar “organizada” por fora, é uma experiência mais comum do que se imagina.

 Em muitos casos, esse sentimento aparece quando a vida começa a ser vivida no automático. As responsabilidades são cumpridas, os objetivos são alcançados, mas, ainda assim, algo parece não acompanhar esse movimento. É como se as experiências não trouxessem o mesmo sentido de antes.

 Muitas pessoas chegam à terapia com essa mesma pergunta — e, na maioria das vezes, não se trata de falta de conquistas.

Em muitos casos, esse sentimento surge quando a rotina passa a ser guiada mais por obrigações do que por escolhas conscientes. 

A pessoa trabalha, resolve, entrega, cumpre… mas, aos poucos, perde o contato com aquilo que realmente faz sentido para ela. Quando isso acontece, é como se a vida continuasse, mas algo interno ficasse em suspensão.

Esse sentimento também pode aparecer quando a pessoa começa a questionar a própria vida, suas escolhas e o caminho que está seguindo. Nesses momentos, o vazio pode surgir como uma espécie de pausa interna, um sinal de que algo precisa ser visto com mais atenção.

Há também situações em que o excesso de estímulos, compromissos e distrações impede o contato com o próprio mundo interno. 

E, quando há uma pausa, o silêncio pode trazer à tona esse incômodo — não porque algo esteja necessariamente “faltando”, mas porque, pela primeira vez em muito tempo, há espaço para sentir.

Além disso, quando o valor pessoal está excessivamente baseado em resultados, produtividade ou reconhecimento externo, pode surgir uma sensação de vazio quando esses elementos não são suficientes para sustentar um sentido interno de identidade trazendo sentimentos próximos da  ansiedade, depressão.

Outro ponto importante é que o vazio pode ser um sinal de que algo precisa ser reorganizado internamente — não necessariamente “corrigido”, mas compreendido. Muitas vezes, é nesse espaço de escuta e reflexão que surgem novos significados e possibilidades de mudança.

Processos como o autoconhecimento e o desenvolvimento da autocompaixão podem ajudar nesse caminho de reconexão. Aos poucos, a pessoa começa a se ouvir com mais clareza e a construir uma relação mais consciente consigo mesma.

Se esse vazio tem sido frequente ou difícil de lidar, a psicoterapia  pode ser um espaço importante para compreender o que está por trás desse sentimento e encontrar novas formas de se relacionar com a própria vida.



Psicóloga Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677

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Psicóloga SP - Maristela Vallim Botari

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CRP-SP 06-121677 | Atendimento Humanizado

Meu papel como psicóloga é oferecer acolhimento humanizado e contribuir  com a possibilidade de ampliar a compreensão e elaboração das angústias humanas.
Acredito na importância de uma prática profissional que inclua uma abordagem humanizada na terapia, que valoriza a singularidade de cada indivíduo.
Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida.
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