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Mostrando postagens de Julho, 2013

Perdas, abandonos e solidão

Dizem os poetas que " é impossível ser feliz sozinho ".  Permita-me questionar levemente esta afirmação? Questiono, primeiro porquê entendo que não há nada que seja impossível; segundo porquê o conceito de felicidade é relativo  e terceiro porque a solidão às vezes é desejável. Naturalmente a poesia não tem a pretensão de tratar dos acontecimentos de forma concreta. tem de ser poesia, fantasia, utopia..Mas a realidade é diferente. Na vida real, as pessoas são abandonadas, traídas, humilhadas, esquecidas, afastadas das coisas que gostam. Algumas conseguem superar estas perdas e voltarem a "ser feliz", mesmo sem ninguém. As perdas são realmente algo muito doloroso, e nega-las não é  adequado, pois colabora para o aumento da ansiedade e comportamentos de esquiva. Há que se apropriar das perdas e abandonos... é necessário tomar consciência, chorar, sofrer... falar sobre o sofrimento durante algum tempo, até que " a roda da vida" gire novamente e o indivíduo

O amor desinteressado

  Continuando o Assunto anterior - que fala sobre os conceitos de amor , agora pretendo falar sobre o amor desinteressado, o altruísmo. (Fragmentei o assunto por ser muito grande e não cansar o leitor) Será que existe mesmo este tal de amor desinteressado? É possível amar sem esperar correspondência? As respostas a estas perguntas não óbvias, nem lineares. É preciso fragmenta-las para entender o sentido. O que seria Amor e o que seria desinteressado? Conforme apontado no Post anterior , amor é um conjunto de comportamentos que envolve proximidade com o objeto amado e de algum modo exige também alguma gratificação. No entanto esta Gratificação não precisa necessáriamente ser "na mesma moeda"... Se tomamos como exemplo as pessoas que fazem trabalhos voluntários por amor ao próximo, podemos deduzir que a última coisa que esperam é alguma retribuição... Mas ainda assim, elas acordam cedo, trabalham, angariam fundos e se dedicam para minimizar o sofrimento alheio. Por que fazem i