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Amor, ódio e reparação

Uma amiga solicitou que eu desse continuidade ao artigo que escrevi há um tempo atrás:  http://psiconversa.blogspot.com.br/2011/09/inveja-segundo-melanie-klein.html  , tratando da gênese do Amor, do ódio e os mecanismos da reparação. Vou introduzir o assunto de modo geral: Melanie Klein trata prioritariamente das relações primitivas entre a mãe e o bebê, destacando que a criança ama o "seio bom que lhe alimenta", mas quando este seio se ausenta passa a ser entendido (metaforicamente, claro) como "seio mau", ou seja, aquele seio que deixou de ser o provedor da gratificação. Na concepção da autora, a criança (na fase esquizo-paranoide) imaginaria formas de destruir este seio mau, entrentanto, sua percepção rudimentar indica que a destruição poderá lhe levar à privação do alimento. Esta impossibilidade de destruição, lhe remete à fase depressiva, quando a criança passa então a imaginar formas de reparação. No adulto estes mecanismos também estão presentes, pois de cert