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Mostrando postagens de Março, 2016

As cinco fases do luto afetivo

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Quando o amor morre... “A cabou. E agora o que eu faço"? Quando o amor morre... Não importa o motivo: as rupturas quase sempre são dolorosas, mesmo quando não há mais amor. Isto ocorre, porque, segundo Helen Fisher (Bióloga que estuda as relações afetivas), nosso sistema de recompensa está habituado a receber as gratificações do parceiro, o que ajuda na produção de endorfinas pelo cérebro. Uma vez que o parceiro se vai, a produção de endorfinas cai, o que deixa o indivíduo em estado de apatia, tristeza e angústia. Necessário considerar que se o sofrimento for IMENSO, causando comprometimento social (deixar de dormir, comer, trabalhar, etc.) convém procurar auxílio  apoio terapêutico . A paixão, seja ela correspondida ou não, dura em média 06 meses a 03 anos. Depois de um tempo há um declínio que pode se transformar em amor verdadeiro, amizade ou indiferença. A raiva não é o oposto do amor, mas sim, uma das formas pela qual se manifesta.  Quem decidiu pelo rompimento pode começar a

Dificuldade em tomar decisões

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Dificuldade em tomar decisões surge a partir da possibilidade de escolhas entre uma ou mais situações de igual valor. E justamente por apresentarem pesos semelhantes a tomada de decisões torna-se penosa. . A dificuldade consiste no fato de que não somos "programados para perder", em nenhuma circunstância. somos dotados de mecanismos cerebrais que favorecem os ganhos e dificultam a elaboração de perdas. Portanto a tomada de decisões é sempre algo bastante conflituoso, pois envolve uma ou mais perdas. Perante uma situação onde somos convocados e escolher, é importante fazer uma análise fria e detalhada dos benefícios a curto e médio, sobre os ganhos que cada uma das situações poderá agregar. Nem sempre as melhores escolhas são aquelas que agregam benefícios imediatos; as vezes é importante fazer uma escolha que a princípio parece ruim e obter ganhos a médio prazo. O bom senso agradece.

A rejeição

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Preste atenção neste trecho: Quando você me disse que não era nada Daquilo que a gente sempre imaginou Um vento frio soprou, uma janela bateu Na noite escura da alma Quando você me olhou daquele jeito Que só você olhava Um passarinho voou baixinho Deixou prá trás tudo que acreditava Quando as paredes e o teto cairam Eu pensei que era o final Mas era só o começo de um problema Só um pesadelo normal*  ( Humberto Gessinger e Carlos Maltz - O castelo dos destinos Cruzados)  *Grifo nosso Nestas poucas palavras os autores da letra descrevem como se dá um rompimento amoroso e como se sente quem não esperava por isso. O trecho grifado revela o começo de uma situação dolorosa, causada pelo fim de um sonho acalentado, contruído tijolo-a-tijolo, conforme está explitico na metáfora da parede (Quando as paredes e o teto cairam). Mas quando as paredes e o teto da esperança caem, é o final do sonho, início do pesadelo. É natural que neste momento as pessoas sintam-se desorientadas, por isso é comum

Ressentimentos, culpa e vingança

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Ressentimentos Ressentir  "é atribuir ao outro a responsabilidade pelo que nos faz sofrer" (KHEL, p. 11). As vezes, por falta de alternativas adequadas para a elaboração do sentimento negativo, é comum que a pessoa busque reparação dos males que lhe afligem, causando aos outros aborrecimentos semelhantes.  No entanto, isto parece não funcionar, pois causar ao outro um mal equivalente nem sempre trás alívio. Podemos citar como exemplo a  infidelidade  conjugal. Para aquele que foi traído, é natural que cultive (por algum tempo) sentimentos de raiva  para  mobilizar a atenção do outro. Isto é comum nos divórcios litigiosos. Fabichak (2010) cita o exemplo das pessoas que mesmo após a separação querem manter o vínculo, mesmo que seja o da briga. Tais pessoas tendem a buscar grandes reparações, por meio de pequenas provocações, motivados pelo ressentimento que insiste em imperar. A culpa Outro sentimento negativo que surge quando ocorrem estes dissabores afetivos é a culpa: Ao col

O que é autoestima?

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O que é autoestima? De acordo com a morfologia, "auto" significa "próprio", "self", "si mesmo"; estima quer dizer "apreciar", "gostar". Portanto, autoestima poderia ser reduzida a simplesmente “gostar de si mesmo”.  Esta forma de entendimento não está incorreta, mas incompleta.   Para alguns teóricos (Dini, Rodrigues; Ferreira, 2004), a autoestima envolve alguns fatores: 1 -  satisfação pessoal; 2 – sentir-se qualificado para algumas tarefas; 3 – reconhecer as próprias qualidades (e defeitos); 4 – sentir-se satisfeito com as próprias realizações; 5 – sentir-se útil; 6 – ter consciência adequada dos seus valores; 7– reconhecer as vitórias e as derrotas; 8 – manter atitude positiva Porem, o conceito é mais amplo, envolvendo a boa capacidade de socialização, adaptação, a capacidade de enfrentamento de situações adversas, e o justo reconhecimento de seus defeitos e qualidades. Para ampliar a discussão, é importante que alguns pon

ANSIEDADE, DEPRESSÃO e ESTRESSE

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Nunca antes se ouviu falar sobre ansiedade, depressão e estresse como agora. Mas existem"várias variáveis" envolvidas neste aumento de número de casos. Neste artigo, pretendo fazer uma aproximação conceitual, discorrer sobre as possíveis causas destas doenças e suas formas de tratamento. ANSIEDADE É um estado antecipatório com a finalidade de colocar o corpo em estado de alerta, que se manifesta por meio de sudorese, taquicardia,  alterações do sono e do apetite, etc. Pode ser considerada como a expectativa que antecede ocorrências relevantes. Tais ocorrências podem ser boas ou ruins, dependendo da forma que o individuo adotou para representá-las. Por isso, não falamos sobre ansiedade, mas sim "ansiedades". Suponhamos que duas pessoas estejam esperando o resultado de um concurso. A expectativa antecipatória é a mesma, porém para ambos pode ter significados diversos: Para o 1º indivíduo, passar no concurso pode simb