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Mostrando postagens de Maio, 2018

Apego e Solidão

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Ando só Como um pássaro voando Ando só Como se voasse em bando Ando só Pois só eu sei andar Sem saber até quando Ando só (Humberto Gessinger - Ando só) Solidão é um conceito bastante controverso, embora pareça tão óbvio. Alguns teóricos vão defini-la como: Isolamento social – trata-se operante público, levando o indivíduo a se esquivar propositalmente das formas de interação social, compreendendo que é mais gratificante se isolar, a fim de evitar ambientes punitivos ou pouco reforçadores. Pode ser conceituado como a insuficiência de habilidades sociais para estabelecer ou manter interações sociais íntimas, criando uma lacuna intransponível entre os indivíduos. (SÁ et al, 2006).  Solidão – trata-se de um operante privado, entendida na Análise do Comportamento como “uma forma atenuada de frustração devido à interrupção de uma sequencia estabelecida de respostas que foram positivamente reforçadas pelo ambiente social” (SKINNER, 2007, p. 181), p

dificuldade de relacionamento

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Amor sem limites

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Dizem os poetas que  "A medida de amar é amar sem medida" Entendo que estas máximas não devem ser levadas a sério, porque tudo na vida deve ter um limite; inclusive o amor. Amar é uma das melhores coisas da vida, uma vez que este sentimento nos coloca em um estado de felicidade indescritível, faz bem à saúde e nos motiva em muitas áreas da vida. Porém, como tudo, Amar deve ter um limite. Mas quais seriam os limites do amor? A resposta não é óbvia, nem linear, pois cada um de nós tem uma capacidade de amar diferente: uns amam demais e não demonstram, outros demonstram demais e não amam muito, uns não demonstram e não ama, outros demonstram muito e amam demais. Portanto, não é pela demonstração que se pode medir o quanto de amor uma pessoa consegue produzir. Os limites do amor esbarram no desgaste emocional de cada um: quando este sentimento estiver produzindo mal-estar emocional, doenças físicas, baixa produtividade, depressão, ansiedade, re

É impossível ser feliz sozinho?

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Somos orientados, desde a infância, a buscar o sucesso no trabalho e na vida afetiva, de modo que, a solidão virou um tabu em nossa sociedade. Nossa cultura está repleta de elementos "românticos", induzido os indivíduos a buscar uma parceria afetiva, como sinônimo de felicidade. No cinema e na literatura, são raros os casos em que os protagonistas não têm uma parceria. As músicas, geralmente falam de relacionamentos, ou de sentimentos oriundos de relações fracassadas ou felizes. Poucos ousam questionar estes modelos porque os que optam por não compartilhar suas vidas são duramente criticadas.  Tenho notado o surgimento de uma nova classe de pessoas, que optaram (sim, optaram, escolheram conscientemente) viverem sozinhas. Os neo-solteiros são pessoas lindas, inteligentes, sagazes,  muito bem resolvidas, em todas as áreas da vida. Inclusive sexualmente. Viver sozinho não implica em viver isoladamente , dentro de uma bolha (embora algumas pesso

A dificuldade em iniciar relacionamentos

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psicologa Quando falamos em iniciar novos relacionamentos, parece que estamos tratando de um assunto muito natural, e que todos os indivíduos são capazes. Mas, na prática, não é bem assim.... Filme: Separados pelo casamento Este artigo tem como finalidade explorar o assunto sem o esgotar. Trata-se de uma tentativa de reflexão sobre o tema. Estamos na era da tecnologia,que supostamente serve pra que possamos nos comunicar melhor. A informação viaja de um canto a outro do planeta numa velocidade impensada há décadas atrás. Desenvolveram-se inúmeros aparelhos e aplicativos com a finalidade básica de promover a aproximação entre as pessoas em tempo real, e mesmo assim, o número de pessoas com dificuldade em estabelecer novas relações vêm aumentando consideravelmente.  Não podemos falar em falta de vontade, pois os indivíduos não medem esforços para se tornarem pessoas bonitas e agradáveis: frequentam acadêmias de ginástica em busca de um corpo saudável; fr

Como superar o término do namoro

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Perder alguém que amamos é uma das piores dores que um indivíduo pode sentir. Neste tópico tratarei apenas dos vínculos afetivos que envolvem romances (namoros, noivados, casamentos). É possível sobreviver ao término de um relacionamento, embora isto seja extremamente penoso nos primeiros dias. É preciso muita força de vontade para reconhecer que o jogo terminou e a necessidade de seguir adiante. O primeiro passo é reconhecer que o relacionamento teve um fim, o que é bastante difícil pois é preciso considerar que a afetividade envolve as três dimensões do nosso ser: biológica (mecanismos cerebrais),  psíquica (pensamentos e crenças)  social (família e amigos).  Deste modo é preciso lidar com a ruptura de forma gradual, sem tentar esquecer de forma abrupta (tentativas de automutilação), ou usando mecanismos de esquiva (festas, baladas, viagens). É necessário começar aos poucos o processo de desligamento apagando aos poucos as marcas do outro, começando

Conhece-te a ti mesmo

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Conhece-te a ti mesmo Esta frase na entrada do templo de Delfos,  indica que a busca por respostas deve começar dentro de cada um. Mas esta busca não é algo fácil. As vezes o mergulho para dentro de si mesmo é justamente a tarefa mais penosa, pois o autoconhecimento pode levar o indivíduo a confrontar-se justamente com aquilo que tenta dissimular a todo custo para si mesmo. O autoconhecimento exige a remoção (pelo menos provisória) das máscaras, das armaduras, das fantasias, das ilusões, dos delírios dos deleites. Exige silêncio. Um silêncio psíquico. O caminho é tortuoso, como a subida de uma montanha, m as o prêmio é valioso: o autoconhecimento proporciona uma sabedoria imensa, um reencontro consigo mesmo. Vale a pena fazer este exercício.

Relacionamentos afetivos: diferentes tipos de apego

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Alguns indivíduos se queixam da dificuldade em encontrar o “par perfeito”, a “alma gêmea”, etc, e nesta busca enveredam por mil caminhos diferentes, percorrendo caminhos tortuosos, algumas pensando com o "coração", outras assumindo uma postura "totalmente racional" Não é uma busca fácil, porque a dificuldade  não  reside na busca especificamente, mas no ajustar-se ao outro. Algumas pessoas querem um parceiro prontinho, perfeitinho e de preferência "embalado para presente". Considerando que as relações se estabelecem em função das gratificações que proporcionam, é natural que os indivíduos busquem se relacionar com pessoas que possam “preencher” suas necessidades mais elementares de afeto. Para Bowlby (2006) a ontogenia dos vínculos afetivos se desenvolve porque os indivíduos  necessitam de uma base segura, ou seja, de alguém que possa garantir segurança e por esta razão desenvolvem diferentes tipos de apego, de acordo com que viven