Uma pesquisa com pessoas em psicoterapia trouxe um dado importante: cerca de 84% relataram já ter deixado de falar algo relevante durante o processo terapêutico. (Love, Farber, 2019)
Entre os temas mais difíceis de compartilhar, aparecem questões ligadas à vida íntima e pensamentos mais delicados, que podem gerar vergonha, medo ou desconforto.
• receio de julgamento
• dificuldade em acessar sentimentos
• insegurança na relação terapêutica
Mas não se preocupe. abertura na psicoterapia não costuma acontecer de forma imediata. Ela tende a ser construída gradualmente, conforme o vínculo terapêutico se desenvolve e o paciente se sente mais seguro para se expressar.
Ela não é um espaço de julgamento, mas de escuta. Ainda assim, falar sobre certos aspectos da própria vida pode ser difícil, especialmente quando envolvem vergonha, medo ou insegurança.
Por isso, nem tudo é dito de imediato. Em muitos casos, a falta de transparência faz parte do processo e pode estar relacionada a formas de proteção emocional.
Ao longo do tempo, conforme o vínculo terapêutico se constrói, algumas dessas barreiras podem ser compreendidas — inclusive o próprio movimento de evitar determinados temas.
Nesse sentido, a psicoterapia não exige que tudo seja dito de uma vez, mas convida à construção gradual de um espaço onde seja possível falar, no seu ritmo, sobre aquilo que for possível naquele momento.
Nesse sentido, mais do que “falar tudo”, o processo terapêutico envolve compreender como, quando e por que algumas questões são mais difíceis de serem colocadas em palavras.
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