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A Arte de dizer NÂO


*psicologa que atende convênio sulamérica *


Dizer "não" é uma arte que exige muita determinação.



Quantos indivíduos sofrem de abuso emocional, social ou profissional por não saberem dizer "não"?

Dizer "não" é uma rara habilidade social, e requer o desenvolvimento da capacidade de previsão de perdas, da tomada de decisões e do controle das emoções.

Por que é difícil dizer não?

Os motivos que levam os indivíduos a dizerem "não", podem se relacionar diretamente com o medo de punição ou rejeição.

Punição:

Exemplos:  Alguns indivíduos abrem mão de seus momentos de lazer com a família ou amigos, para dedicarem seu tempo extra ao trabalho, para atender à solicitação de algum chefe ou patrão, sem observar que, em muitos casos, não há necessidade extrema. Porém a negação deste pedido pode remeter à ilusão de prejuízo profissional, o que nem sempre se justifica.

É importante ter coragem para dizer "não", especialmente quando estas situações se configurarem abusos psicológicos, trazendo prejuízos piores.


Rejeição
Exemplos: 
Alguns indivíduos se submetem a abusos psicológicos nas relações pessoais (afetivas, familiares ou sociais), visando atender os interesses dos outros, colocando de lado seus desejos e vontades. Geralmente este comportamento se justifica  pelo medo de rejeição.

Mas será que vale a pena abrir mão de seus interesses, apenas para se submeter aos caprichos alheios?
Vamos pensar:  se o que mantém uma relação equilibrada é a troca, porque uma parte tem de ceder mais que a outra? Se a resposta estiver relacionada ao medo da rejeição, é importante levantar os custos emocionais que este tipo de relação desigual envolve. 

A arte de dizer não.

Muitas pessoas se submetem a relações abusivas porque sequer imaginam a possibilidade de dizer "não". Os condicionamentos sociais ditam regras que, em alguns casos, se tornam impossíveis de serem seguidas, e ganham naturalidade ao longo do tempo. Parece normal que os patrões gritem com seus empregados, ou que um dos cônjuges tenha mais direitos que o outro (ou direito sobre o outro); que os filhos invertam as relações de autoridade; que o grupo social dite as regras de comportamento e pensamento; que a ausência de afeto justifique as relações descartáveis; que as relações de trabalho ganhem prioridade sobre as relações familiares; que as demandas acadêmicas ganhem prioridade sobre demandas sociais e de laser.

Vivemos em uma sociedade castradora e coercitiva, onde somos ensinados a reprimir nossos sentimentos, desejos e vontades. A queixa é vista como fraqueza e o "dizer não" é visto como atitude de rebeldia.

Para dizer "não" aos abusos, é importante refletir bem sobre onde e quando o "não" pode ser empregado. Em alguns casos, é importante pesar bem as consequências e verificar a quem interessa o teu "sim". Na maioria das vezes, não interessa a você....

Pense sobre isto!




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